segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Temos que triplicar essa banda na Baixada.

O Baixada Digital entra em seu segundo ano atendendo parcialmente sete municípios e com promessa de extensão, mas ainda recebe algumas críticas. A velocidade do sinal emitido por cada antena é de 400 Mbps, mas depende do número de usuários conectados. O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, anunciou que irá aumentar a banda e que o projeto contará ainda com praças digitais.

Baixada: Apesar do sucesso do projeto, ainda há pontos onde o sinal apresenta falhas. Por quê?
Alexandre Cardoso: Temos muita reclamação de que o sinal cai. Na Vila Militar, por exemplo, o sinal é maravilhoso porque é uma população restrita com 30 mil pessoas. Na Baixada, nós temos que triplicar essa banda. Mas, primeiro, devemos duplicá-la dentro dos próximos 10 meses. A partir de março, vamos aumentar a banda e o número de pontos de acesso. Vamos criar praças digitais, de onde as pessoas vão acessar.

Baixada: Como serão essas praças?
Alexandre: A ideia é fazer um espaço de convergência digital. A Faetec vai instalar pontos nas maiores praças da Baixada. O sinal vai funcionar num raio de aproximadamente 350 metros. A previsão é que em março seja instalada a primeira praça em Campos Elíseos, Duque de Caxias.

Baiaxada: Quanto deve ser investido na extensão do projeto?
Alexandre: Serão investidos R$ 8 milhões. Inicialmente, foram investidos R$ 3 milhões.

Baiaxada: Qual foi a prioridade para a escolha dos sete municípios (São João de Meriti, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Magé)?
Alexandre: As cidades foram escolhidas por critérios técnicos.

Baiaxada: O material necessário para instalação custa cerca de R$150. Haverá a possibilidade de financiar esse material em algumas comunidades?
Alexandre: Nós estamos estudando a possibilidade de popularizar essas antenas. Atualmente, orientamos o usuário a só comprar a antena se ele tiver certeza que na região onde mora tem o sinal de internet sem fio. Do contrário, é melhor consultar a Faetec, pelo telefone 2332-4085, para saber quais regiões da Baixada Fluminense têm o sinal. Isso é para evitar que as pessoas façam um investimento desnecessário na compra de uma antena.

Baixada: Qual vai ser o procedimento em relação aos que estão usando o nome do projeto para cobrança de taxas?
Alexandre: A orientação é que ninguém aceite. Nossa internet é totalmente grátis. Se alguém cobrar, devem denunciar à Polícia.

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